Vacina

Governo de Minas anuncia plano de distribuição de vacina contra COVID-19

A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) anunciou, nesta terça-feira (1°), a preparação de um plano de contingenciamento para imunização contra a COVID-19. Segundo o chefe da pasta, Carlos Eduardo Amaral, a ideia é que o protocolo oriente os municípios no processo de vacinação da população mineira, tão logo o imunizante esteja disponível no mercado.

Plano de contingenciamento para distribuição e aplicação da vacina inclui compra de equipamentos e criação de centros de imunização

foto: Pixnio

A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) anunciou, nesta terça-feira (1°), a preparação de um plano de contingenciamento para imunização contra a COVID-19. Segundo o chefe da pasta, Carlos Eduardo Amaral, a ideia é que o protocolo oriente os municípios no processo de vacinação da população mineira, tão logo o imunizante esteja disponível no mercado.

“Nós estamos nos preparando para, quando chegar essa vacina, termos condições de fornecer os insumos, distribuir adequadamente a vacina e, inclusive, fazer o acompanhamento pós-vacina”, disse Amaral, em coletiva virtual transmitida nesta terça-feira. 

De acordo com a SES-MG, as ações previstas no planejamento foram pensadas antevendo uma possível corrida mundial para a aquisição de equipamentos e materiais necessários ao armazenamento das doses e aplicação do imunobiológico quando ele for aprovado. O movimento deve causar aumento nos preços dos itens e a falta da vacina no mercado.

“O objetivo do plano é organizar nossas ações e estratégias para a imunização, abordando as fases de pré-campanha, campanha e pós campanha. O foco, primeiramente, é a fase de pré-campanha, na qual vamos preparar a rede de saúde de Minas para aquela que pode ser considerada a maior vacinação do planeta”, ressaltou Amaral.
O dirigente estima que, em seis meses, toda a rede de saúde mineira esteja estruturada para atender a população.

Insumos e centros

Segundo informações da SES-MG, o plano estadual prevê a compra de seringas, refletores e câmaras de refrigeração para regionais e municípios. Os dispositivos são necessários ao armazenamento das vacinas. Outra ação citada pelo governo é a cotação do aluguel de contêineres para depósito das imunizações. O projeto inclui ainda a qualificação de profissionais e o diagnóstico das regionais.
Para a aplicação das doses, a secretaria anunciou a criação de 15 centros de referência em imunobiológicos especiais (Crie) e Vigilância de Eventos Adversos Pós-Vacinação em todo o estado. Atualmente, o serviço está disponível apenas em Belo Horizonte e Juiz de Fora, na Zona da Mata Mineira. Os locais oferecem vacinas, imunoglobulinas e soros indicados em situações especiais, como, por exemplo, pessoas com problemas de saúde que requerem vacinas não contempladas no Programa Nacional de Imunizações. Uma espécie de “matriz” dos Crie deve ser implementada no Hospital Eduardo de Menezes como referência para os demais estados.
Também consta do programa que a demanda por vacinas contra o novo coronavírus deve ser estimada com foco nos grupos prioritários, ou seja, profissionais de saúde, idosos e pacientes que apresentam comorbidades que os tornam mais vulneráveis à COVID-19. 
Mais detalhes do plano serão divulgados, às 19h, em live transmitida no Instagram da SES-MG.

Indicadores

Na coletiva virtual, o secretário de Saúde reafirmou a tendência de desaceleração do avanço da pandemia em Minas. Segundo o dirigente, o Rt – termo que define a média de transmissão do vírus por infectado – era de 0,92 nessa segunda-feira (31). O número se enquadra dentro do limite considerado ideal pelos infectologistas, de até 1,00. 
Divulgado na manhã desta terça (1°), o informe epidemiológico da SES-MG contabilizou 218.781 infectados pelo novo coronavírus e 5.364 óbitos pela doença. 

O que é o coronavírus

Coronavírus são uma grande família de vírus que causam infecções respiratórias. O novo agente do coronavírus (COVID-19) foi descoberto em dezembro de 2019, na China. A doença pode causar infecções com sintomas inicialmente semelhantes aos resfriados ou gripes leves, mas com risco de se agravarem, podendo resultar em morte.

Principal causa da contaminação entre profissionais de saúde é a exposição, agressividade e contagiosidade do vírus, diz o Sindmepa

Quarenta e sete médicos do Pará já morreram em virtude da pandemia da covid-19, de acordo com levantamento do Sindicato dos Médicos do Pará (Sindmepa). Não necessariamente, faleceram no Estado do Pará. Alguns estavam atuando em outras praças. A informação foi repassada pelo Sindmepa nesta terça-feira (25).

A entidade inaugurou um memorial em homenagem aos médicos mortos durante a pandemia. “Quando o memorial foi pensado, em maio, eram 28 mortos. Entrou no ar em julho e hoje já são 47 nomes de médicos vítimas da Covid. Não podemos afirmar que todos os que morreram estavam no exercício de sua função profissional, mas podemos afirmar que a maioria sim”, externou o Sindmepa.

Contágio

Para o sindicato, a quantidade elevada de casos e óbitos entre profissionais de Saúdie no País, por contágio do novo coronavírus, relaciona-se com o fato de que “a principal causa da contaminação entre profissionais de saúde é a exposição, agressividade e contagiosidade do vírus”.

“Além disso, o contato com vários infectados aumenta a carga viral a que os trabalhadores estão submetidos. Para reduzir isso, só aumentando as medidas de proteção, treinamento dos profissionais, obediência às medidas protetivas por parte de todos os trabalhadores de saúde”, acrescenta.

Por Reuters / UOL

A vacina contra a covid-19 aprovada pela Rússia, que será comercializada no mercado internacional com o nome de Sputnik 5 em referência ao primeiro satélite lançado ao espaço da história, será produzida no Brasil, e a fabricação dela na América Latina iniciará em novembro, desde que obtida aprovação regulatória, disse o chefe do fundo soberano da Rússia, Kirill Dmitriev, hoje.

Ele afirmou que a Rússia já recebeu pedidos por mais de 20 países por 1 bilhão de doses de sua recém-registrada vacina contra a doença causada pelo novo coronavírus.

Dmitriev falou depois de o presidente russo, Vladimir Putin, anunciar a aprovação da vacina com menos de dois meses de testes em humanos.

A velocidade com que a Rússia se movimenta para disponibilizar a vacina levou alguns cientistas internacionais a questionarem se Moscou está colocando o prestígio nacional à frente de uma ciência sólida e segura.

Dmitriev disse acreditar que a vacina é incrivelmente segura e afirmou que não foram observados efeitos colaterais. Disse ainda que recebeu uma aplicação da vacina.