Por Reuters / UOL

A vacina contra a covid-19 aprovada pela Rússia, que será comercializada no mercado internacional com o nome de Sputnik 5 em referência ao primeiro satélite lançado ao espaço da história, será produzida no Brasil, e a fabricação dela na América Latina iniciará em novembro, desde que obtida aprovação regulatória, disse o chefe do fundo soberano da Rússia, Kirill Dmitriev, hoje.

Ele afirmou que a Rússia já recebeu pedidos por mais de 20 países por 1 bilhão de doses de sua recém-registrada vacina contra a doença causada pelo novo coronavírus.

Dmitriev falou depois de o presidente russo, Vladimir Putin, anunciar a aprovação da vacina com menos de dois meses de testes em humanos.

A velocidade com que a Rússia se movimenta para disponibilizar a vacina levou alguns cientistas internacionais a questionarem se Moscou está colocando o prestígio nacional à frente de uma ciência sólida e segura.

Dmitriev disse acreditar que a vacina é incrivelmente segura e afirmou que não foram observados efeitos colaterais. Disse ainda que recebeu uma aplicação da vacina.

Por Bruno Andrade

O secretário especial de Desestatização do Ministério da Economia, Salim Mattar, afirmou nesta sexta-feira que o governo federal reduzirá em 100% a sua participação na mineradora Vale (VALE3), frisando não ser objetivo do poder público ser acionista de companhias.

“O governo tinha ainda participação na Vale e está reduzindo a participação até vender 100%”, afirmou Mattar em participação no Programa “Os Pingos nos Is”, da Jovem Pan. “Este governo vai reduzir, substancialmente, o seu portfólio de empresas e seu hedge fund”, afirmou

No início desta semana, O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) levantou 8,1 bilhões de reais com a venda de um bloco de ações da mineradora Vale, a 60,26 reais cada, de acordo com informações do presidente da instituição, Gustavo Montezano.

Mattar pontuou que o governo tem ainda ações da companhia próximas desse valor de 8 bilhões de reais que podem ser vendidas. “O governo não quer ser mais acionista. Nós queremos alocar esses recursos para reduzir dívida ou para melhorar qualidade de vida do cidadão”, afirmou.

Ainda de acordo com o secretário, o governo tem 14 companhias no “pipeline” para serem privatizadas.

Por: Bruno Andrade

O Banco Central autorizou instituições financeiras a fazerem testes de pagamentos com uso do WhatsApp, serviço de mensageira do Facebook, afirmaram nesta sexta-feira as bandeiras de cartões Mastercard e Visa.

“A funcionalidade ficará liberada apenas para um grupo limitado de cartões que realizarão transações de baixo valor”, afirmou a Mastercard em nota, respondendo a questionamento da Reuters.

A empresa afirmou ainda que, enquanto aguarda a definição oficial da autarquia, “segue contribuindo com o regulador para que o serviço seja liberado para o consumidor final”.

Consultada, a Visa confirmou a autorização, mas não deu detalhes.

Cielo

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) pediu à Cielo e ao Facebook esclarecimentos sobre um sistema de pagamentos via Whatsapp lançado no país em junho, mas depois bloqueado pelo Banco Central, incluindo o detalhamento das remunerações previstas para cada uma das partes.

Em documento visto pela Reuters, de 23 de julho, o Cade pediu que as empresas respondam aos questionamentos até 10 de agosto.

O órgão de defesa da concorrência pediu detalhamento das “remunerações previstas para cada parte no contrato em apuração, especificando a finalidade e racionalidade econômica para estrutura de cada remuneração e taxa”.

Em princípio, o sistema de pagamentos via Whatsapp seria isento de taxas para transferências entre indivíduos, mas donos de lojas pagariam taxa de 4% por transação.

A Cielo afirmou nesta sexta-feira que não recebeu do BC nenhum comunicado a respeito de uma autorização para testes.

O WhatsApp afirmou que não vai comentar o assunto.