Foto: Vale

A primeira locomotiva 100% elétrica, movida a bateria, da mineração brasileira está pronta. Resultado de uma parceria entre a Vale e a Progress Rail, o equipamento está saindo da fábrica hoje (12/set), em Sete Lagoas (MG), rumo a Vitória, onde irá rodar no pátio da Estrada de Ferro Vitória a Minas, na Unidade de Tubarão, que pertence à mineradora.

A locomotiva precisa passar por testes complementares antes de estar pronta para operar. Ela faz parte do programa PowerShift, criado pela empresa, que visa substituir sua matriz energética por fontes limpas. Além de cortar as emissões de gases de efeito estufa pela substituição de diesel por eletricidade, o equipamento também diminuirá ruídos. Em maio, a mineradora anunciou uma meta de reduzir em 33% suas emissões de carbono até 2030. A empresa quer ainda se tornar carbono neutra em 2050.

A previsão é que o processo de desmobilização da unidade seja concluído até o final do ano (Imagem: Linkedin/Vale)

A mineradora Vale (VALE3) informou nesta segunda-feira que encerrará a operação de ferroligas de manganês da planta da Vale Manganês localizada na cidade de Simões Filho (BA).

A previsão é que o processo de desmobilização da unidade seja concluído até o final do ano, acrescentou a companhia em nota.

“A Vale Manganês tentou todas as alternativas viáveis, ao longo dos últimos dez anos, para manter a operação autossustentável e competitiva no mercado”, explicou.

A empresa disse que adotará as medidas que estiverem ao seu alcance para minimizar os eventuais impactos da desmobilização.

“Várias ações estão em discussão, entre elas: a negociação de um programa de desligamento voluntário, extensão da assistência médica para empregados e seus dependentes, apoio em processo de recolocação no mercado de trabalho e mapeamento de vagas para possível transferência de trabalhadores para outras operações da Vale.”

Decisão da Justiça

Ex-funcionários da Vale vão ser indenizados por invenção no trabalho

Uma decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST) vai render a um funcionário e dois ex-funcionários da Vale, em Vitória, uma indenização anual em função de um equipamento que criaram para a empresa. O aparelho, denominado segregador pneumático de filtros de óleo, foi inventado durante o horário de trabalho, com recursos da própria companhia.

Equipamento desenvolvido por eles resultou em maior produtividade e redução de custos da empresa. Mineradora está recorrendo da decisão

Complexo da Vale no Espírito Santo . Crédito: Vale/Divulgação

Uma decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST) vai render a um funcionário e dois ex-funcionários da Vale, em Vitória, uma indenização anual em função de um equipamento que criaram para a empresa. O aparelho, denominado segregador pneumático de filtros de óleo, foi inventado durante o horário de trabalho, com recursos da própria companhia. 

O equipamento foi criado por três funcionários da Vale em 2007. Em 2014, após dois dos trabalhadores terem deixado a empresa, eles entraram com uma ação na Justiça pedindo pelo pagamento da chamada “justa remuneração”, pela invenção. Em 2016, veio a sentença do Tribunal Regional do Trabalho (TRT-ES), que arbitrou o pagamento de R$ 39.208 anuais, a serem divididos entre os três inventores. Já a decisão do TST, confirmando a sentença, saiu nesta terça-feira (8).

O valor, entretanto, foi descartado pelo TST, que determinou que a indenização seja apurada na fase de liquidação da sentença, por meio de perícia, e que deverá corresponder a 50% do proveito econômico obtido pela empresa com o equipamento. Isto é, o valor a ser pago será definido somente após o trânsito em julgado do processo, conforme explicou o advogado George Ellis Kilinsky Abib, do escritório Cleone Heringer, que defendeu os inventores. 

“Os peritos precisarão apurar cada item economizado pela empresa para, então, definir o valor que será pago. Eles vão receber metade do que a empresa economizou desde que começou a utilizar o equipamento, em 2007, mais o que economizar, anualmente no futuro”, explicou Abib.

O equipamento desenvolvido pelos profissionais realiza de forma semiautomática a separação dos elementos filtrantes, metálicos e óleo diesel, que constituem os filtros de óleo das locomotivas, proporcionando maior agilidade, produtividade e segurança ao processo de desmontagem dos filtros, agindo de acordo com as diretrizes ambientais da empresa.

Na ação, os inventores declararam que, além de aumentar a produtividade, o equipamento teria contribuído para a eliminação de risco de acidentes a que o sistema antigo expunha o mecânico na desmontagem e desmembramento de centenas de filtros, e também teria reduzido o esforço físico e o risco ergonômico dos profissionais envolvidos na atividade.

Os ex-funcionários afirmaram ainda que a empresa foi beneficiada economicamente com o equipamento, que permitiu a redução do número de homens para a execução das atividades de segregação dos filtros; o reaproveitamento do óleo diesel e lubrificantes para ser refinado; o reaproveitamento de elementos metálicos utilizados por indústrias siderúrgicas; e a redução em 50% do número de tambores metálicos certificados pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) para acondicionamento dos resíduos.

Uma vez que o equipamento continua de posse da Vale, que o utiliza desde a invenção, os profissionais pediram pelo pagamento de indenização. A Vale alegou no processo que não havia razão para tanto, uma vez que o segregador de filtros resultou de atividades desenvolvidas naturalmente pelos profissionais, e com recursos da companhia. Na concepção da empresa, isso faria da invenção sua exclusiva propriedade.

Para o advogado empresarial Eduardo Sarlo, apesar de a justificativa da empresa ser lógica, os ex-funcionários detêm os direitos sobre a produção intelectual e, por isso, devem ser remunerados.

“Mesmo que a empresa tenha subsidiado, quem é proprietário da tese intelectual, dessa construção, é o ser humano que a produziu. A empresa pode tornar-se sócia, pode exigir os direitos de exploração exclusiva do equipamento, inclusive, mas para tudo tem que haver contratos, segurança jurídica.”

O mesmo embasamento foi utilizado pelo TST, que, nesta semana, ao julgar um dos recursos da Vale, afirmou tratar-se da modalidade invenção de empresa, que, segundo a Lei de Propriedade Intelectual (Lei 9.279/1996), não decorre da atividade contratada ou da natureza do cargo, mas da contribuição pessoal do empregado ou grupo de empregados.

Diante disso, o Tribunal decidiu que, embora a Vale detenha o direito exclusivo de licença de exploração, a propriedade é de ambas as partes, e os empregados devem receber uma indenização anual correspondente a 50% do proveito econômico obtido pela empresa como o equipamento, a ser dividido igualmente entre os três inventores. Segundo a decisão, o valor terá de ser pago anualmente enquanto a empresa utilizar o sistema.

Procurada por A Gazeta, a Vale informou, por meio de nota, que ainda “está recorrendo nas instâncias competentes e não comenta processos em andamento”. 

Ações

MPF pede intervenção na Vale e suspensão de dividendos

Rio de Janeiro (Reuters) - O Ministério Público Federal (MPF) em Minas Gerais ajuizou uma ação civil pública pedindo intervenção judicial na Vale (SA:VALE3), com o afastamento dos executivos responsáveis pela política de segurança da companhia.

Equipe de resgate tenta encontrar vítima em carro soterrado pela lama na região de Brumadinho REUTERS/Adriano Machado/File Photo

Por Marta Nogueira e Sabrina Valle

Rio de Janeiro (Reuters) – O Ministério Público Federal (MPF) em Minas Gerais ajuizou uma ação civil pública pedindo intervenção judicial na Vale (SA:VALE3), com o afastamento dos executivos responsáveis pela política de segurança da companhia.

O MPF também pede a suspensão de pagamento de dividendos a acionistas –movimento que está sendo retomado–, calculado pela agência Fitch em 2 bilhões de dólares.

Em comunicado ao mercado, a Vale disse nesta quinta-feira que tomou conhecimento da informação por meio de notícias publicadas na imprensa e que apresentará sua manifestação nos autos do processo, no prazo legal.

“A Vale esclarece que as atuais práticas de gestão de suas estruturas minerárias refletem as melhores referências globais do setor… (e) implementou mudanças ao longo dos últimos 18 meses para fortalecer ainda mais a segurança de seus processos operacionais e de gestão de suas estruturas geotécnicas”, acrescentou a companhia em nota.

Os procuradores, contudo, consideram que a mineradora precisa mudar sua cultura de prevenção de acidentes para evitar novos desastres como os rompimentos de barragem de Brumadinho, em 2019, e Mariana, em 2015.

A ação da empresa abriu em baixa e recuava cerca de 2,5% por volta das 11h.

No pedido de liminar, ajuizado na quarta-feira por meio da Força-Tarefa Brumadinho, o MPF quer que seja nomeado um interventor judicial para identificar, em até 15 dias, os diretores e demais gestores da alta administração que deverão ser afastados de seus cargos.

O interventor assumiria temporariamente as funções para “romper uma cultura organizacional hierárquica arraigada na resistência à exposição de problemas”.

Para o MPF, os aspectos de segurança considerados pela Vale são quase que exclusivamente focados em segurança do trabalho e a segurança das estruturas de rejeitos sempre foi relativizada.

“Vigora na Vale um verdadeiro sistema de irresponsabilidade corporativa”, disseram os procuradores, de acordo com declaração enviada à Reuters.

Para o MPF, esses desastres não são exceções, mas uma política sistemática de gestão de riscos que privilegia a produção e o lucro em detrimento da segurança.

DIVIDENDOS

Segundo a ação, como medida coercitiva, foi pedida a vedação do pagamento de dividendos ou juros sobre o capital próprio, “até que o interventor ateste a plena colaboração da empresa com as medidas de intervenção, bem como, a qualquer tempo, quando forem relatadas, pelo interventor nomeado, dificuldades, óbices ou atraso no cumprimento das medidas de reestruturação”.

O MPF também pede que a Agência Nacional de Mineração (ANM) e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) sejam obrigadas a supervisionar e fazer as recomendações necessárias à implementação do plano de governança proposto e desenvolvido pelo interventor, apresentando semestralmente ao juízo relatório com os resultados das suas avaliações.

O MPF citou que, segundo a ANM, o Brasil possui 841 barragens de rejeitos de mineração, das quais 441 estão inseridas na Política Nacional de Segurança de Barragens (PNSB). Destas, 145 são empreendimentos de responsabilidade direta da Vale.

AÇÕES TOMADAS

A Vale disse ainda que permanece firme em seus propósitos de reparar integralmente os danos causados pelo rompimento da barragem de Brumadinho, e citou medidas adotadas para melhorar suas práticas.

Entre elas, a companhia apontou a criação de três Comitês Independentes de Assessoramento Extraordinários do Conselho de Administração, para Apoio e Reparação, Apuração e Segurança de Barragens, sendo que este último será mantido até 2021.

A companhia ainda afirmou que antecipou plano de descaracterização das estruturas a montante, “um dos principais marcos para reduzir o nível de risco da companhia”.

A empresa ainda disse que criou a função de Engenheiro de Registro (EoR), na figura de empresas externas responsáveis por realizar a inspeção regular de segurança das barragens da companhia e os relatórios técnicos mensais.

A Vale também informou que está investindo na construção de novas estruturas de contenção a jusante das barragens a montante, “já concluídas para a barragem Sul Superior e em conclusão para a B3/B4”.

A empresa também citou “aumento significativo” de seus investimentos em gestão de barragens e implementação de um novo Sistema de Gestão de Rejeitos, “que é altamente aderente aos novos padrões internacionais do International Council on Mining and Metals (ICMM)”.

A mineradora afirmou que assinou 14 Termos de Compromisso com o Ministério Público de Minas Gerais com ações focadas em segurança de barragens e contratação de auditores externos de suas estruturas geotécnicas em favor do MPMG.

Brumadinho

Ação pede bloqueio imediato de R$ 26 bilhões da Vale por danos socioeconômicos em MG

A Justiça Estadual de Minas Gerais recebeu pedido para bloquear de imediato R$ 26,6 bilhões da mineradora Vale pelos “danos socioeconômicos causados no estado, devido ao rompimento das barragens da Mina Córrego do Feijão, localizada em Brumadinho (MG)”, informou nesta quinta-feira a Advocacia-Geral da União (AGU), autora do pedido em conjunto com Ministério Público e Defensoria Pública.

Por Agência Brasil

Advocacia-Geral da União é, autora do pedido em conjunto com Ministério Público e Defensoria Pública

Área afetada pelo rompimento de barragem no distrito de Bento Rodrigues, zona rural de Mariana, em Minas Gerais – Antonio Cruz/ Agência Brasil

Minas Gerais – A Justiça Estadual de Minas Gerais recebeu pedido para bloquear de imediato R$ 26,6 bilhões da mineradora Vale pelos “danos socioeconômicos causados no estado, devido ao rompimento das barragens da Mina Córrego do Feijão, localizada em Brumadinho (MG)”, informou nesta quinta-feira a Advocacia-Geral da União (AGU), autora do pedido em conjunto com Ministério Público e Defensoria Pública.

As entidades pedem ainda “o pagamento de indenização de aproximadamente R$ 55 bilhões, sendo R$ 28 bilhões por danos morais coletivos e danos sociais, R$ 26,6 bilhões pelos danos econômicos sofridos pelo estado mineiro e R$ 361 mil pelos danos causados ao sítio arqueológico Berros II”.

Pedem também “o imediato julgamento, por meio de decisão parcial de mérito”, destacando “a necessidade da concessão de tutela de urgência”, sob a alegação de que os danos causados pela Vale atingem patamar superior a 45 bilhões de reais, “colocando em risco a efetividade da prestação jurisdicional”, referindo-se ao desastre que causou a morte de 270 pessoas e o desaparecimento de outras 11 pessoas, ocorrido em janeiro de 2019.

De acordo com a ação, a magnitude da tragédia é “incontestável”, tendo causado “enorme devastação ambiental” com reflexos sobre a vida e as atividades econômicas de milhares de indivíduos, inclusive para o crescimento da economia de Minas Gerais, estado com grande produção mineral.

“Faz-se necessário assegurar que tais prejuízos sejam efetivamente reparados”, argumenta a AGU, que nesse processo atua como amicus curiae, o que permite a ela interlocução constante em favor da cooperação federativa e da efetivação do princípio da reparação integral.

A Vale disse que o primeiro produto do centro de moagem será o chamado “GF88” (Imagem: REUTERS/Ricardo Moraes)

A mineradora brasileira Vale (VALE3) anunciou nesta terça-feira a inauguração de um centro de moagem de minério na província chinesa de Zhejiang, uma parceria com o grupo local Ningbo Zhoushan Port Group (NZP) Group.

A unidade, no terminal de transferência de minério de Sulanghu, na cidade de Zhoushan, é o primeiro centro de moagem da Vale na China e tem três linhas de produção, totalizando uma capacidade anual de três milhões de toneladas, disse a companhia em comunicado.

A Vale disse que o primeiro produto do centro de moagem será o chamado “GF88”, um fino moído de minério de ferro de alto teor que usará finos de Carajás como matéria-prima, o que segundo a Vale apoiará clientes siderúrgicos no desafio de reduzir emissões de carbono.

O diretor executivo de Ferrosos da Vale, Marcello Spinelli, definiu o CF88 como “um produto mineral verdadeiramente verde” devido a suas características. “Possui alto teor de ferro, baixas impurezas e baixo ´loss on ignition´”, afirmou, segundo nota da empresa.

O centro de moagem é resultado de uma parceria ampla entre a Vale a o NZP Group que data de 2016, quando começaram a cooperar na blendagem de minérios para produção dos chamados Brazilian Blend Fines (BRBF).

A Vale e o NPZ Group ainda fecharam em dezembro de 2019 um contrato de serviço de moagem para lançamento de novos produtos de minério de ferro moído na China.

Maior fabricante de aço do mundo, a China tem buscado minimizar a poluição de sua indústria pesada e o uso de minério de ferro de alto teor e baixas impurezas por siderúrgicas pode reduzir emissões de dióxido de enxofre e óxido de nitrogênio.

As importações de minério de ferro da China aumentaram nos últimos meses, atingindo recorde em julho, com a economia se recuperando das interrupções causadas pela pandemia do coronavírus. Os preços domésticos do minério de ferro saltaram mais de 60% neste ano.

Mineradora e MicroPower desenvolvem sistema que usa a energia armazenada em baterias para geração de eletricidade

Terminal da Vale da Ilha Guaíba, na Baía de Sepetiba, em Mangaratiba, no Rio de Janeiro, terá sistema de baterias da Tesla para gerar energia elétrica Foto: Divulgação

Por Bruno Rosa:

RIO – O Rio de Janeiro vai ter o primeiro sistema do país que usa a energia armazenada em baterias para gerar eletricidade em um complexo industrial.  O projeto será instalado pela Vale no Terminal da Ilha Guaíba, na Baía de Sepetiba, em Mangaratiba, em parceria com a MicroPower e a Siemens. Esse conjunto de baterias é da americana Tesla, do bilionário Elon Musk. A iniciativa da mineradora marca também o primeiro projeto do tipo da empresa automotiva dos Estados Unidos no Brasil.

O uso das baterias no Terminal da Vale segue a mesma lógica das baterias usadas nos carros elétricos, de substituição de energia. No caso dos veículos, a troca é pela gasolina. No projeto da Vale, a intenção é substituir a energia que é consumida da rede elétrica que vem da concessionária  nos horários de pico de demanda, quando a tarifa é mais cara, entre 18h e 21h.

Covid:Petrobras e Vale mantêm metas de produção para 2020

Segundo Ricardo Mendes, diretor de Energia da Vale, a solução vai permitir reduzir os custos com energia em torno de 20%. As baterias (acopladas em uma espécie de contêiner) terão capacidade para atender o equivalente a 45 mil residências por uma hora. A expectativa é que elas sejam instaladas entre novembro e dezembro deste ano no terminal de carregamento de minério de ferro . Mendes explicou que as baterias serão carregadas sempre que a demanda por energia do terminal estiver baixa.

– As baterias já chegaram. Agora, é só preparar a área e fazer a conexão ao sistema elétrico. É a primeira vez que estamos usando baterias para prover energia em uma área industrial.  O uso de baterias é uma das tecnologias que deverá ser aplicada ainda para substituição de diesel por energia elétrica renovável em outros equipamentos de transporte, como locomotivas e caminhões fora de estrada – disse Mendes.

Um dos responsáveis pelo projeto é Marco Krapels, ex-vice-presidente da Tesla e fundador da Micropower, empresa que integra sistema de baterias na rede elétrica para o setor industrial e será responsável pela operação do equipamento da Tesla no terminal da Vale. Krapels disse que abriu há dois anos em São Paulo o escritório da empresa, criada há três anos.

– Esse é o maior sistema de baterias de íon-lítion do Brasil e o primeiro modelo do tipo da Tesla no Brasil. A importância da Tesla para o projeto é que isso marca a chegada da companhia no Brasil. A Micropower é a parceira da Tesla no Brasil e estamos trabalhando para o desenvolvimento do mercado – afirmou Krapels.

No modelo desenhado pelas empresas, o investimento inicial é feito pela Micropower e a remuneração ocorre conforme a redução nos custos obtido pela Vale. Mendes explicou que o Brasil será um mercado relevante para os fabricantes de baterias do mundo. Ele cita o programa da mineradora que tem como meta reduzir as emissões de gases poluentes. Para isso, vai investir ao menos US$ 2 bilhões em dez anos em projetos sustentáveis.

– Existe um mercado grande dentro da própria Vale, com os trens e os caminhões, para essas empresas de bateria, incluindo a própria Tesla.

Krapels lembra que as baterias podem ser aplicadas além da substituição dos combustíveis fósseis, como o diesel:

– Hoje as baterias podem ser usadas como apoio à geração solar e eólica e, assim, garantir energia estável 24 horas por dia.

A mina S11D faz parte do complexo Serra Sul. ( Imagem: José Rodrigo Zermiani | Agência Vale )


por Valdemar Medeiros

A Vale recebeu a aprovação do conselho  para uma expansão da já enorme mina de minério de ferro S11D, no estado do Pará, no norte do país

O projeto Serra Sul 120 da Mineradora Vale de $ 1,5 bilhão visa aumentar a capacidade da planta da mina S11D em 20 milhões de toneladas para 120 milhões de toneladas de minério de ferro por ano. Depois de concluído, ele aumentará a produção do Sistema Norte da Vale para 260 milhões de toneladas por ano.

A Mineradora vale sediada no Rio de Janeiro disse que a conclusão do Serra Sul 120 está prevista para o primeiro semestre de 2024

O projeto inclui a abertura de novas áreas de mineração, a duplicação da correia transportadora de longa distância (TCLD), que exigirá um investimento de US $ 385 milhões. Também envolve a implantação de novas linhas de processamento na fábrica e a expansão das áreas de armazenamento, disse a mineradora Vale.

Outrossim, a Vale observou que antecipar o projeto plurianual e o impacto contínuo da pandemia do coronavírus significa que a empresa terá que revisar as orientações sobre investimentos para 2021 e o período 2022-2024.

Tragédias anteriores na Vale e pandemia

Sendo assim, a mineradora Vale ainda está se recuperando do rompimento de uma barragem de rejeitos em uma de suas minas, que matou 270 pessoas no ano passado. O desastre obrigou a empresa a suspender as operações e reduzir a produção em várias de suas minas. O produtor de minério de ferro estimou originalmente que levaria de dois a três anos para atingir a meta de produção anual de 400 milhões de toneladas que havia originalmente estabelecido para 2019.

A pandemia de coronavírus, no entanto, pesou ainda mais nos planos da Vale, com a empresa reduzindo sua projeção para o ano em mais de uma ocasião. A vale agora espera produzir entre 310 milhões e 330 milhões de toneladas de finos de minério de ferro em 2020, abaixo dos 340 milhões para 355 milhões previstos anteriormente.

Em resumo, S11D é a mina de minério de ferro de mais alto teor do mundo, o que permite à Vale usar uma tecnologia de processamento sem água para peneirar e peneirar o minério antes de colocá-lo em estoques gigantes. Isso significa que não precisa de uma barragem de rejeitos para armazenar os resíduos.

Por Bruno Andrade

O secretário especial de Desestatização do Ministério da Economia, Salim Mattar, afirmou nesta sexta-feira que o governo federal reduzirá em 100% a sua participação na mineradora Vale (VALE3), frisando não ser objetivo do poder público ser acionista de companhias.

“O governo tinha ainda participação na Vale e está reduzindo a participação até vender 100%”, afirmou Mattar em participação no Programa “Os Pingos nos Is”, da Jovem Pan. “Este governo vai reduzir, substancialmente, o seu portfólio de empresas e seu hedge fund”, afirmou

No início desta semana, O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) levantou 8,1 bilhões de reais com a venda de um bloco de ações da mineradora Vale, a 60,26 reais cada, de acordo com informações do presidente da instituição, Gustavo Montezano.

Mattar pontuou que o governo tem ainda ações da companhia próximas desse valor de 8 bilhões de reais que podem ser vendidas. “O governo não quer ser mais acionista. Nós queremos alocar esses recursos para reduzir dívida ou para melhorar qualidade de vida do cidadão”, afirmou.

Ainda de acordo com o secretário, o governo tem 14 companhias no “pipeline” para serem privatizadas.

O BNDES vendeu mais de 100 milhões de ações da Vale (VALE3), que entraram em leilão nesta manhã com a forte movimentação. Segundo a Bloomberg, o banco também pretende vender US$ 1 bilhão em ações da Petrobras ainda em agosto.

O governo estuda ampliar o auxílio emergencial até dezembro deste ano, mas deve propor a renovação um benefício abaixo dos R$ 600 atuais.

BRASIL – 1:13 No front internacional, o presidente Donald Trump disse que não se opõe à compra do TikTok pela Microsoft, e ameaçou banir o aplicativo de vídeos do país se ele não for comprado por uma empresa americana.

MUNDO – 4:53 As ações da Vale (VALE3) entraram em leilão nesta manhã após a notícia de que o BNDES teria vendido mais de 100 milhões de papéis que detém na companhia. Segundo a Bloomberg, o banco também ´retenderia desinvestir até US$ 1 bilhão na Petrobras (PETR4) O Itaú Unibanco (ITUB4) maior banco privado do país, divulgou um lucro líquido de R$ 4,205 bilhões entre abril e junho, resultado 40% menor, mesmo reduzindo provisões contra calotes em 23%. A construtora You decidiu cancelar seu IPO por falta de demanda.

A Marcopolo (POMO4) registrou um lucro líquido R$ 5,4 milhões, um recuo de 93,7% no segundo trimestre. O período de reserva para pequenos investidores entrarem no IPO da varejista de materiais de construção Quero-Quero (LJQQ3) termina nesta quarta-feira (5) e a estreia na bolsa está prevista para a próxima segunda-feira (10).

Por Enrico Dela Cruz

MANILA (Reuters) – Os futuros do minério de ferro na China avançaram nesta segunda-feira, quando registraram o maior ganho diário em oito semanas devido à forte demanda, uma vez que usinas siderúrgicas chinesas continuam a elevar produção.

O contrato mais negociado do minério de ferro na bolsa de Dalian, para entrega em setembro, fechou em alta de 4,2%, a 873 iuanes (125,11 dólares) por tonelada, em seu melhor dia desde 8 de junho.

Na bolsa de Cingapura, o minério de feror para entrega em setembro subiu 3,4%, para 109,57 dólares por tonelada.

“A produção média diária de ferro fundido das usinas siderúrgicas atingiu um novo recorde, alcançando 2,5 milhões de toneladas, principalmente devido à recente retomada da produção de altos-fornos em algumas áreas”, disseram analistas da Sinosteel Futures Co. em Pequim.

Apesar de custos mais altos com matérias-primas, as siderúrgicas chinesas mantiveram os altos-fornos funcionando a taxas crescentes, o que também forneceu “forte apoio” ao coque usado na fundição de minério de ferro, disseram eles.

No aço, o vergalhão para construção na bolsa de Xangai fechou em alta de 2,1%.