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Jaques Wagner confirma saída da liderança do governo no Senado após operação da PF
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O senador Jaques Wagner (PT-BA) decidiu nesta quarta-feira (24) deixar a liderança do governo no Senado. A decisão foi tomada após o parlamentar se reunir com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e em meio às repercussões da operação da PF (Polícia Federal) relacionada ao caso do Banco Master que mirou o congressista, na semana passada.
A ação da PF investiga indícios de benefícios econômicos recebidos pelo senador de forma direta ou indireta relacionados ao Master e a Augusto Lima, ex-sócio do banco. Jaques Wagner nega as acusações e tem afirmado que irá colaborar com as investigações.
Quadro histórico do PT e aliado antigo do presidente Lula, o senador ocupava o cargo na liderança desde o início da atual gestão petista. Foi anunciado para a função ainda no fim de dezembro de 2022, antes mesmo da posse do novo governo.
Entre os cotados para assumir a função, estão os senadores Camilo Santana (PT-CE) e Teresa Leitão (PT-PE). Ambos não devem disputar as eleições deste ano e teriam tempo para se dedicar à articulação no Senado.
A repercussão negativa da operação da PF consolidou um desgaste que Jaques já vinha sofrendo desde a derrota de Jorge Messias para uma vaga no STF (Supremo Tribunal Federal). O congressista foi o principal responsabilizado pela rejeição do Senado ao nome indicado pelo Planalto.
Desde a última quinta-feira (18), quando foi realizada a última fase da operação Compliance Zero da PF, aliados do governo calculavam os danos à pré-campanha de Lula e buscavam ajustar o discurso.
O congressista também recebeu 'solidariedade integral' do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que defendeu a sua 'presunção de inocência'. Em outra frente, a oposição intensificou críticas e viu o ocorrido como 'munição' para reverter a narrativa sobre a ligação do Master com nomes da direita e do centrão.
Jaques Wagner foi ministro do Trabalho e ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais no primeiro governo petista, além de ter chefiado o Ministério da Defesa e a Casa Civil durante as gestões de Dilma Rousseff.
A repercussão da saída de Jaques Wagner da liderança do governo no Senado já movimenta os bastidores políticos. Teresa Leitão, senadora do PT-PE, é uma das figuras cotadas para assumir o cargo, trazendo consigo um histórico de boas relações com oposição e governistas.
O apoio de Davi Alcolumbre a Jaques Wagner, manifestando confiança na presunção de inocência do senador, coloca pressão sobre o governo em relação aos desdobramentos da operação da PF e a escolha de um novo líder para a base no Senado.
A crise enfrentada por Jaques Wagner desde a rejeição de Jorge Messias para o STF se aprofunda com a sua saída da liderança do governo no Senado, trazendo incertezas sobre os próximos passos do congressista e os impactos políticos decorrentes desse cenário.
Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br