Economia
Conta de luz terá aumento de 8% em 2026 no Brasil, mas consumidores do Nordeste podem ter desconto
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A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) divulgou que as contas de energia do Brasil devem subir, em média, 8% em 2026, de acordo com a primeira edição do InfoTarifas.
Esse aumento é superior aos índices de inflação projetados para o mesmo ano, como o IGP-M, estimado em 3,1%, e o IPCA, previsto para 3,9%. No entanto, consumidores de 21 distribuidoras, incluindo as 10 do Nordeste, podem ter um desconto na conta devido aos recursos do Uso do Bem Público (UBP).
O UBP é um valor pago pelas centrais geradoras de energia, como as hidrelétricas, e funciona como uma espécie de royalty pago por usinas hidrelétricas. Segundo a Aneel, se todos os geradores elegíveis aderirem, cerca de R$ 7,9 bilhões representarão uma redução média de 10,6% na tarifa para os consumidores residenciais das regiões da Sudam/Sudene, que incluem o Norte, Nordeste e parte de Minas Gerais.
A distribuição dos recursos da UBP entre as 21 distribuidoras está em fase final de análise pela Aneel, de acordo com as Leis 15.235/25 e 15.269/25.
O aumento de 8% nas contas de luz é impulsionado por um encargo setorial chamado Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), que deve arrecadar R$ 52,7 bilhões em 2026, incluindo R$ 47,8 bilhões da CDE-Uso, um valor 15,4% maior do que no ano anterior.
A CDE-Uso cobre custos relacionados às linhas de transmissão, distribuição e geração distribuída, além de subsidiar tarifas sociais e outros custos do setor energético.
O aumento da energia afeta não apenas os consumidores, mas toda a cadeia produtiva, incluindo agronegócio, serviços, indústria e comércio, contribuindo para a inflação no país.
O Brasil tem uma das gerações mais baratas de energia, porém uma das tarifas mais caras devido aos encargos setoriais e impostos. Por exemplo, a alta de 8% nas tarifas é influenciada por diversos fatores, como encargos setoriais, transmissão, compra de energia, receita irrecuperável e encargos financeiros.
O reajuste na conta de energia varia entre as distribuidoras, que operam em nível estadual, e englobam despesas com compra de energia, distribuição, transmissão, impostos e encargos setoriais.
O aumento na conta de luz em 2026 evidencia a complexidade do setor energético brasileiro, impactando diretamente no bolso dos consumidores e nas atividades econômicas do país.
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