Economia

Prefeitos de Alagoas estabelecem teto de R$ 500 mil para cachês em festas municipais

Movimento Econômico

Os prefeitos alagoanos se reuniram nesta segunda-feira (16) e chegaram a um consenso sobre a necessidade de limitar os valores pagos em cachês para artistas e bandas que se apresentam em festas municipais. A decisão foi fixar em R$ 500 mil o teto para contratação de atrações em eventos no estado.

A medida tem como objetivo evitar que os altos valores cobrados pelos artistas inviabilizem a realização de ações e projetos nos municípios de Alagoas. De acordo com o presidente da Associação dos Municípios Alagoanos (AMA), Marcelo Beltrão, a iniciativa visa garantir que a economia local não seja prejudicada pelos cachês.

Além do teto estabelecido, os prefeitos pretendem ratificar a decisão durante uma próxima reunião agendada para o dia 30. Nesse encontro, também será discutido a definição de faixas menores de acordo com o Fundo de Participação Municipal de cada cidade.

Durante a reunião, alguns gestores municipais manifestaram dificuldades com os altos cachês cobrados por artistas nacionais. O prefeito da Barra de São Miguel, Henrique Alves, destacou a importância do acordo e ressaltou que os grupos que não se adequarem podem ficar de fora das contratações.

Outros estados do Nordeste também têm avançado no debate sobre a limitação dos cachês. Na Bahia, por exemplo, a campanha São João sem Milhão busca estabelecer um limite de R$ 700 mil por apresentação, com reajustes abaixo da inflação. No Ceará, a alta dos valores levou à redução de programações festivas, enquanto na Paraíba, a discussão visa equilibrar festas e finanças municipais.

Em Sergipe, a Prefeitura de Aracaju discutiu a criação de limites para os cachês pagos a artistas em eventos, e no Piauí, um projeto de lei propõe limitar o valor pago a atrações individuais e o total gasto com artistas em eventos públicos. O movimento em curso no Nordeste busca estabelecer parâmetros mais razoáveis para as contratações artísticas com recursos públicos.

A preocupação com os altos cachês pagos por bandas e artistas nacionais em festas municipais tem levado gestores a buscar soluções para garantir a viabilidade econômica e financeira das cidades, sem comprometer a realização de eventos culturais e festivos.

Fonte: https://movimentoeconomico.com.br

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