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Protesto de servidores interdita av. Almirante Barroso em Belém em busca de reajuste salarial

G1

Representantes de movimentos sindicais interditaram a av. Almirante Barroso, em Belém, em frente ao Palácio do Governo, em um protesto por melhorias nas condições salariais dos servidores públicos. O motivo do protesto é um projeto de lei que propõe um reajuste de 6% nos salários dos servidores, mas os manifestantes reivindicam um aumento maior.

Um dos servidores afirmou que a Secretaria de Administração e Planejamento (Seplad) não tem recebido a categoria para negociações e estaria dificultando qualquer tipo de filiação sindical. Até o momento da última atualização, o g1 aguardava um retorno da Seplad sobre a situação.

O trânsito no sentido São Brás ficou comprometido, causando engarrafamento desde o Entroncamento. Os manifestantes seguiram em uma caminhada pela av. Dr. Freitas e bloquearam toda a pista entre a av. e a av. Júlio César, que já estava com transtornos devido à interdição para remoção de uma passarela com risco de queda.

Reajuste salarial e impactos econômicos

No início de março, o governador Helder Barbalho (MDB) anunciou um reajuste geral de 6% para 160 mil servidores públicos no Pará. A medida foi apresentada como um avanço na valorização do funcionalismo e no compromisso do governo com o equilíbrio fiscal e o desenvolvimento econômico. Porém, a categoria pleiteia um aumento maior, alegando perdas salariais significativas em algumas categorias.

O reajuste de 6% representaria um acréscimo de aproximadamente R$ 1,3 bilhão na economia. O Projeto de Lei foi encaminhado à Assembleia Legislativa do Estado do Pará (Alepa) para avaliação dos parlamentares, resultando em debates acalorados e posicionamentos divergentes.

Análise na Alepa e perspectivas

Na terça-feira (10), as comissões de Fiscalização Financeira e Orçamentária (CFFO) e de Constituição, Justiça e Redação Final (CCJRF) da Alepa aprovaram, por maioria de votos, o projeto de reajuste. A próxima etapa é a deliberação em plenário, onde as discussões devem se intensificar.

A deputada Lívia Duarte, do PSOL, votou contra a proposta, destacando as significativas perdas salariais em algumas categorias e prometendo apresentar emendas para aprimorar o texto original. Já o deputado Coronel Neil (PL) votou a favor, mas sinalizou a intenção de debater a concessão de triênios para militares, especialmente soldados, que atualmente recebem apenas quinquênios.

A situação promete novos capítulos e debates acalorados sobre o reajuste salarial dos servidores públicos no Pará, refletindo a importância do diálogo entre governo, categoria e sociedade civil.

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Fonte: https://g1.globo.com

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